cheguei faz pouco tempo
aqui
de novo.
é impressionante
o quanto pode levar
pra se desvirar
completamente do avesso.
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27.8.15
30.12.14
stardust de mim
no fundo de tudo,
no fim do poço,
só enxerga
quem ergue os olhos.
olhei e me vi,
ocupada pelo outro.
mas eu sou minha.
não quero mais partes,
sou minha.
território inexplorado,
espaço infinito,
tempo indefinido.
e meu.
fiz de mim meu território.
sou poeira de estrela,
espaço definido
de tempo infinito.
sou tudo que tenho,
e tudo que desejo ter.
no fim do poço,
só enxerga
quem ergue os olhos.
olhei e me vi,
ocupada pelo outro.
mas eu sou minha.
não quero mais partes,
sou minha.
território inexplorado,
espaço infinito,
tempo indefinido.
e meu.
fiz de mim meu território.
sou poeira de estrela,
espaço definido
de tempo infinito.
sou tudo que tenho,
e tudo que desejo ter.
13.5.14
aprisionadamente
o pensamento
me escapa os limites.
sou toda mente.
é tanto pesar
ao pensar
que viver me parece
muito mais
um exercício de
nada mais
que somente
imaginar.
me escapa os limites.
sou toda mente.
é tanto pesar
ao pensar
que viver me parece
muito mais
um exercício de
nada mais
que somente
imaginar.
11.3.14
mergulhar não é preciso
soltar para aprender,
desapreender,
ultrapassar a margem:
você é seu rio.
ninguém se afoga
nas águas de um mapa,
nem deixa de morrer
por um abraço.
desapreender,
ultrapassar a margem:
você é seu rio.
ninguém se afoga
nas águas de um mapa,
nem deixa de morrer
por um abraço.
20.10.13
que dentro aqui trago.
descobri tudo:
eu sou uma farsa,
uma farsa assimétrica.
enquanto metade
de mim quer o mundo,
pra outra já basta
o isolado e esquisito
oceano profundo,
eu sou uma farsa,
uma farsa assimétrica.
enquanto metade
de mim quer o mundo,
pra outra já basta
o isolado e esquisito
oceano profundo,
30.9.13
bipolar de mim
se o abismo de dentro
se enche de mais profundidade,
se meus monstros abissais
se libertam em busca da superfície,
é hora de vestir meu escafandro,
e explorar o íntimo de minhas águas cheias de sal.
porque, se a profundidade anda a me sufocar,
é hora de me afundar mais uma vez,
e quem sabe atingir,
(já que não posso fingir)
entre monstros, lama e medo,
o outro lado de mim mesma.
se enche de mais profundidade,
se meus monstros abissais
se libertam em busca da superfície,
é hora de vestir meu escafandro,
e explorar o íntimo de minhas águas cheias de sal.
porque, se a profundidade anda a me sufocar,
é hora de me afundar mais uma vez,
e quem sabe atingir,
(já que não posso fingir)
entre monstros, lama e medo,
o outro lado de mim mesma.
6.3.12
golfo da madrugada
vivo de encontro
ao alto
desacreditando
gravidade
intuindo
o futuro
precipitando
realidade
e abismando
no meu mundo
17.1.12
19.12.11
tarde de domingo
multicores que flutuam
enfeitam o céu
se passam por estrelas
se disfarçam de lua
passeiam
por entre as nuvens
por entre o amor
por entre os dedos
redondas e nuas
giram e voam
rolam e invadem
a casa
os prédios
o peito
e ascendem aos olhos
ao além
fazendo de uma
simples tarde de domingo
de amor e beleza
o tempo perfeito
enfeitam o céu
se passam por estrelas
se disfarçam de lua
passeiam
por entre as nuvens
por entre o amor
por entre os dedos
redondas e nuas
giram e voam
rolam e invadem
a casa
os prédios
o peito
e ascendem aos olhos
ao além
fazendo de uma
simples tarde de domingo
de amor e beleza
o tempo perfeito
17.10.11
estagnador de humor
se antes atingia o topo,
e a onda de outrora
tomava os pulmões,
separava os
braços ao lado do corpo
logo ali, no ápice
e voava de encontro ao fundo
para
ou cavar mais
com as unhas e os ossos
quebrados dos corpos
que ali ficavam,
ou tornar a escalar,
pouco a pouco,
pela livre e natural
sensação de vôo livre
hoje mal se pode encontrar
um medíocre monte,
(pelo bem da não-queda)
e esta meia escalada não seduz
ou ao menos convence
ou ilustra o poço como
mais atraente do que
esta miserável saltitação,
segura e cinzenta.
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