9.6.07

Não escondam suas crianças

Nem chamem o síndico
Não me chamem a polícia
Não me chamem o hospício, não
Eu não posso causar mal nenhum
A não ser a mim mesmo
[Mal Nenhum, Lobão e Cazuza]
e é isso.

7.6.07

você não sabe se acredita. é muito fácil quando as 'previsões' são boas. nas coisa boas é definitivamente muito simples de se acreditar. mas e quando não são muito boas (leia-se péssimas) você definitivamente fica em dúvida. é estranho. e é melhor rezar para não ser verdade. mas se até a mãe diná acertou que os mamonas iam morrer...



você já não sabe mais o que pensar. mentiras sinceras realmente interessam? e quando é você que mente pra você mesmo? não deveria interessar. não deveria, definitivamente. mas você é idiota...



você já não é mais como era antes. nada igual. nada mesmo. e você sente tanta saudade do que um dia foi... e tenta se convencer de que 'é só uma fase, daqui a pouco passa...' (e volta às mentiras sinceras...). passa mesmo? ando esperando, esperando, esperando...


você descobre que sonha demais. ah! você sempre o fez e sempre soube disso. e não sabe se isso te faz bem. faz? acho que não. fica pensando, pensando. quando vê, já sonhou. sonhou e sonhou. resolve dar uns tapas na própria cara para acordar e ver que o mundo pode não ser tudo o que você viu até hoje. será?


é isso aí, né? acorda, sonhadora.. e organiza esses pensamentos..

5.6.07

o que mais gosto

é que, por sorte, às vezes encontramos uns amigos que, por mais que se passem meses, continuam do mesmo jeito. a mesma barba, a mesma falta de altura, o mesmo miojo de tomate com brócolis. ou a mesma loira, a mesma irmã, a mesma 'carentisse', a mesma vontade de ficar junto falando bobeira.
aqueles que continuam os mesmos bêbados. o bar é o encontro.
outro que é o mesmo jedi, sempre fazendo mil coisas, sempre agredindo gartuitamente, as mesmas bochechas rosas, o mesmo jeitinho lindo, o mesmo cativante de sempre. e aquela que continua falante, a mesma baixa auto-estima engraçada, a mesma risada escandalosa e gostosa de ouvir.
e aquele que é da família, que cuida de você. o mesmo bobo de sempre, o mesmo coração quente de sempre.
os que te olham, abrem um sorriso, por mais que não queiram, mostram que sentem saudade.
os mesmos abraços, tímidos ou não, com o mesmo calor que tanto fazia falta. abraços tão sinceros quanto o olhar que te mandam.

eu queria poder guardar os abraços em potinhos, e abrir esses potinhos sempre que aquela dor bate e aquele frio de saudade chega.


o que eu mais gosto em sentir saudade é matá-la, sem dó nem piedade.

4.6.07

oh, girls just wanna have fun?

acho que no planeta de onde eu vim não é assim não. pena que eu sou uma quase única nesse planetinha estranho que é a terra. eu simplesmente não consigo me 'divertir com os errados'. quem disse que são errados? po, alguém pode ser errado pra gente, ou nós que não estamos certos pra essa pessoa?
ah tá, aquela minha mania de sempre de achar que o problema sempre está comigo.. mas tudo bem, nos últimos dias, eu sei que o problema está comigo sim, comigo e só comigo. procurar médicos? ah, isso não resolve o meu problema. psicólogo? também não, babe.
talvez eu precise me libertar de mim mesma. me libertar dessa auto-imagem que eu faço sobre mim, que quem sabe não seja a certa. mas como me libertar de uma fortaleza que eu mesma construí? eu construí essa muralha entre mim e o mundo, na esperança de ser alguém melhor do que o resto do mundo, mas agora não consigo passar e alcançar o mundo.
não, eu não fui sempre assim. mas o próprio mundo me fez dessa forma.
a culpa? ah, a culpa é minha, com certeza.
'não adianta saber de quem é a culpa,
se você não souber que é sua'
Aldo Tolentino

1.6.07

todo dia é assim,

eu não tenho a mínima inspiração para postar nesse blog (muito menos no outro), e quando baixa a inspiração, são três segundos. ih! passou.

eu não consigo uma linha a seguir com as coisas que eu escrevo nesse lugar. não sei se eu quero ajudar as pessoas, não sei se eu quero falar de mim, se quero reclamar da vida, se quero dar indiretas. NÃO SEI. nessas horas que eu penso: 'cara, que merda! nem escrever bem eu faço...'.


eu disse que a inspiração tinha acabado.
talvez nunca tenha vindo. ;/